TOC TOC





Entre narrativas e particularidades dos personagens que compõe esse clássico temos, Federico (Oscar Martínez) sofre de Tourrette e não consegue controlar as obscenidades que fala; Emilio (Paco León) é um taxista obcecado por números e contas; Blanca (Alexandra Jiménez) tem um medo absurdo do contágio de bactérias e vírus; Ana María (Rossy de Palma) precisa se certificar o tempo inteiro que está com as chaves, de que fechou as janelas, apagou as velas e desligou o gás, além de um tique que a faz repetir o sinal da cruz incansáveis vezes; Lili (Nuria Herrero) precisa repetir tudo o que fala e Otto (Adrián Lastra) tem mania por simetria e não consegue pisar em linhas. 

Toda interação entre os personagens, as situações absurdas que eles criam um para o outro é a principal qualidade de toda a trama, que conta também com um elenco bem carismático. Apesar de parecerem situações absurdas, o filme tenta não ser tão caricato e nem ofensivo às pessoas que sofrem com TOC, sem menosprezar o transtorno e sem propor uma fórmula mágica para curá-los. 



A boa atuação e comprometimento do elenco e o fato de que mais da metade das piadas propostas funcionam, fazem com que Toc Toc seja uma opção descomprometida de humor. É um daqueles filmes para assistir se divertir bastante, por não ser uma trama muito densa, repetitiva e chata. Na pior das hipóteses, você pode se identificar mais do que gostaria com um dos personagens.

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