O MECANISMO




Retratando a política, a série brasileira é livremente inspirada  nas investigações da Operação Lava Jato. Estrelando Marco Ruffo (Selton Mello), um delegado aposentado da Polícia Federal obcecado pelo caso que está investigando. Ao menos esperar, ele e sua aprendiz, Verena Cardoni (Carol Abras), já estão mergulhados em uma das maiores investigações de desvio e lavagem de dinheiro da história do Brasil. A proporção é tamanha que o rumo das investigações muda completamente a vida de todos os envolvidos.
Apesar de um pleno aviso informativo que a série é inspirada livremente em eventos reais e que os personagens, situações e outros elementos foram alterados para efeito dramático, alguns personagens, mas não todos os fatos a eles atribuídos na série e elementos, tem clara correspondência à real Operação Lava Jato.
Com expressão de muitos em querer denotar ou meramente classificar a série como (propaganda política) como caso exposto em sites que indicam a Ex Presidente que com seus calos, após o impeachment bem empregado, que afirmou, em tom ameaçador, que a direção do programa não tem conhecimento do impacto político da série. E foi retrucada pelo criador da série, que a chamou de iletrada. Isso se deve ao fato de o roteiro da série, em seu quinto episódio, atribuir ao personagem Higino, personagem correspondente ao ex-presidente, frase emblemática de um determinado Senador, obtida em grampo telefônico sobre "estancar a sangria", referindo-se à interromper as investigações da Lava-Jato.

O que esperar de seguimentos dessa série, será uma possibilidade que as investigações finalize, modificando práticas insanas da nossa política de forma substancial, que impedirá o sonhos acordados de todos os que acreditam aqui ser um paraíso de insanidades, onde políticos acéfalos, emergem suas garras e um povo desorientado, deslumbrado por tamanha canalhice os põem em seus braços e que mesmo o doloroso peso não os desequilibrem ou causem lesões profundas e irreparáveis?
Pensar no amanhã sem políticos desprezíveis, dissimulados, hipócritas não é um sonho acordado, colocar em prática o não esquecimento é fazer do amanhã o dia em que o botão confirma, não será apenas utilizado em questão de segundos e sim de longos e contínuos anos.  
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